Os piores filmes do Studio Ghibli
- Lámen Otaku
- 11 de ago.
- 4 min de leitura

Depois de falar sobre os melhores filmes do Studio Ghibli, chegou a hora de fazer o contrário. E essa lista foi até mais difícil de montar, porque mesmo entre os filmes que menos gostei existem algumas qualidades. Ainda assim, considerando o quanto gostei da experiência, qualidade do enredo e desenvolvimento dos personagens, esses são os cinco filmes que mais me decepcionaram.
A ordem é por lançamento.
Memórias de Ontem (1991)

Em 1991 era lançado Memórias de Ontem, dirigido por Isao Takahata. Eu tinha bastante expectativa pelo filme, mas ele acabou sendo a primeira decepção desta lista.
A obra aborda temas interessantes, principalmente amadurecimento e a passagem do tempo. O problema é que isso não foi suficiente para sustentar uma história que, em alguns momentos, parece estar contando duas coisas completamente diferentes. Além disso, existem alguns momentos desconfortáveis ao longo da trama que também não me agradaram.
E outro ponto que me incomodou bastante foi justamente a animação, algo que normalmente é um dos maiores destaques do Studio Ghibli. Aqui, o estúdio adotou um traço diferente nas bochechas dos personagens, fazendo com que muitos deles pareçam bem mais velhos.

Sei que é uma escolha artística, mas particularmente achei bastante incômoda e passei boa parte do filme prestando atenção nisso.
PomPoko: A Grande Batalha dos Guaxinins (1994)

Em 1994 era lançado PomPoko: A Grande Batalha dos Guaxinins, também dirigido por Isao Takahata. Esse foi o último filme do Studio Ghibli que assisti, e também é o pior de todos, na minha opinião.
Antes de falar dos problemas, acho justo reconhecer o que funciona. A crítica ao desmatamento e à expansão urbana é bastante clara e é provavelmente o principal ponto positivo da obra.
Mas existe um comentário que li sobre o filme e que resume bem uma das minhas principais críticas: PomPoko poderia facilmente ser um comercial sobre preservação ambiental e funcionaria melhor do que como um filme de duas horas.
O ritmo é extremamente lento, em alguns momentos chega a ser arrastado. A animação é criativa, mas está longe de ser uma das melhores do estúdio, e os personagens não conseguiram me conquistar.

O narrador também me incomodou bastante, assim como algumas piadas e determinadas cenas que achei sem graça ou desconfortáveis.
No fim, foram tantos problemas que terminei o filme com uma sensação bastante ruim e até me questionei como o Studio Ghibli conseguiu entregar algo que, para mim, funcionou tão mal.
O Reino dos Gatos (2002)

Em 2002 era lançado O Reino dos Gatos, dirigido por Hiroyuki Morita. O filme também traz personagens que apareceram em Sussurros do Coração, algo que considero um ponto positivo.
Visualmente, esse é um dos filmes mais bonitos desta lista. Ele tem uma identidade própria, uma paleta de cores clara e um visual que combina bastante com a proposta.

O problema começa quando a história realmente entra na parte do Reino dos Gatos. O começo é agradável e até divertido, mas a partir daí senti uma queda considerável. Os antagonistas não funcionam muito bem e o Rei, que deveria ser um dos personagens mais importantes daquele conflito, é particularmente ruim.

O filme tenta trabalhar questões como amadurecimento e descoberta da própria identidade, mas, para mim, tudo isso acaba soando muito forçado. No final, fica uma sensação de que existem algumas ideias interessantes ali, mas que não foram desenvolvidas o suficiente para fazer com que a história realmente tenha algum peso.
O Mundo dos Pequeninos (2010)

Em 2010 era lançado O Mundo dos Pequeninos, dirigido por Hiromasa Yonebayashi.
Esse é um filme que tinha potencial para entregar muito mais do que entregou. A ideia de acompanhar uma família de pessoas minúsculas vivendo escondida na casa de humanos permite trabalhar vários assuntos interessantes, principalmente a convivência entre pessoas de mundos completamente diferentes. Mas o filme passa uma sensação constante de falta de rumo.
Um dos poucos personagens que realmente se destaca é o Sho, mesmo tendo relativamente pouco tempo de tela. Já outros personagens não recebem desenvolvimento suficiente e a história levanta várias questões que simplesmente não são exploradas como poderiam.

A antagonista também não me agradou e, no fim, fiquei com a impressão de que havia uma ideia muito boa que acabou sendo pouco aproveitada.

Da Colina Kokuriko (2011)

E fechando a lista, temos Da Colina Kokuriko, dirigido por Goro Miyazaki.
O começo dele até funciona bem. Temos cenas mais descontraídas envolvendo comida, conversas familiares e o cotidiano dos personagens. Só que, conforme a história avança, começam a aparecer elementos que poderiam ter sido trabalhados de outra maneira.
O principal exemplo é toda a confusão envolvendo a origem de um dos personagens, que acaba ocupando bastante espaço na trama sem conseguir gerar o impacto que deveria.

E falando nos personagens, esse é outro problema. Os protagonistas não têm muito carisma, enquanto alguns dos secundários acabam sendo bem mais interessantes. Isso prejudica bastante o envolvimento com a história e faz com que o desfecho, apesar de não ser necessariamente ruim, também não tenha o impacto que poderia.

E esses são os filmes do Studio Ghibli que menos gostei.
Claro que existem outros que poderiam aparecer aqui, mas esses foram os que mais me decepcionaram durante a minha experiência com o estúdio.
E agora quero saber: quais filmes do Studio Ghibli você colocaria nessa lista?



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